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Articulação métrica e rítimos iniciais
Proponente - Ir. José Renato - Mairinque (SP)

Giancarlo:

Ir. José Renato. .como proponente do assunto atual, por favor, queira dar início...  

                     

José Renato:

A Paz de Deus a todos.

Antes do MTS eu achava que a centuação métrica estava relacionada com a intensidade do som, ou seja, com o volume. Mas o MTS frisa que isso não tem nada haver com intensidade mas sim com acentuação mesmo. Acho que ficou meio vaga essa explicação. Gostaria que os irmãos se manifestassem a respeito do assunto propondo ate exercícios de fixação etc.

Gostaria que depois de explanado essa parte ai sim falar sobre os ritmos iniciais o qual esta gerando bastante polemica também.

Deus abençoe.     

                  

Davi Caxias:

Podemos comparar a acentuação métrica com a pronúncia nas palavras. Aliás, é por conta das palavras que ela existe.                        

Pegue por exemplo a Música. A sílaba tônica (sílaba forte) é Mú.                        

Quando pronunciamos damos uma pequena ênfase nessa sílaba. É um acento natural, que ocorre quando falamos.  

                     

Paolo Troni:

Na verdade o que vejo é que a acentuação métrica é algo que está implícito na música. Na própria construção da melodia e na disposição dos acordes e da harmonia como um todo.

É uma coisa que envolve mais o compositor (e o letrista também, já que a poesia tem que encaixar com a métrica musical).

Nós, intérpretes só temos que ser conscientes de que ela existe e está aí, sem ter que fazer nada para que ela apareça  

                     

Davi Caxias:

Realmente é um assunto que gera muita confusão.  Já vi regional famoso, antigo e com bom conhecimento musical confundir isso.                        

 

Paolo Troni:

Então, de forma natural...ninguém fala MÚsica só porque o acento está aí                        

Outra coisa que vejo acontecer muito frequente, e aí talvez a acentuação métrica nos possa ajudar, são hinos compostos ser tocados e cantados marcando excessivamente cada colcheia (pensando em um 6/8 por exemplo)                        

Ter a consciência de que não temos que "marcar" cada uma das colcheias, mas que há um peso diferente nelas.

Quando acontece isso em ensaios, sempre remarco que temos que "tirar o peso" das fracas e não "marcar as fortes"     

                  

Wellik:

ApdD a todos, é como sempre fali,música é a arte das artes, temos literalmente que ler nas entrelinhas, e essa leitura se torna a expressão exposta e interpretada para quem nos assiste.

                        

Paolo Troni:

De todas as formas, esse assunto não é objetivo, não ha uma única forma correta de ver as coisas...tive dois professores, um gostava de marcar bem os tempos e acentuações do compasso....outro, tudo o contrario...já dizia que praticamente nenhuma musica força o primeiro tempo e que tudo vai em base das frases musicais...e os dois são grandes profissionais

                        

Douglas Prado:

Também confesso dificuldades na interpretação da acentuação métrica. Por exemplo: têm-se a fórmula simples 4/4. Se tivermos 4 semínimas, a acentuação métrica segundo bohumil med nos diz que teremos a seguinte acentuação : F f mF f.

Se estiver equivocado me corrijam por gentileza.

                       

Paolo Troni:

Teoricamente, isto está correto. Agora peguem o hino 131 e tentem aplicar isso no primeiro compasso                        

Vai ficar muito anti-musical...agora observem que os acordes praticamente mudam sempre ou no 1 ou no 3 tempo do compasso...o F e o mf que diz o Bohumil aparece nisso, nessa mudança de harmonia.                        

Teríamos que analiszar as 4 vozes para ver isso   

                    

André Machado:

Irmãos aproveitando o assunto trouxe informações adicionais de outro grupo                        

O QUE DIZ A TEORIA

O MTS, à página 18, tem uma abordagem muito direta e muito clara da "Acentuação Métrica dos Compassos"

É reserva, no final da explicação, uma Obs,:, que, na verdade, é o pulo do gato:

Os acentos métricos devem ser executados da mesma maneira que acentuados as sílabas gramaticais das palavras

e NADA TÊM A VER COM O VOLUME DE SOM.  ( INTENSIDADE ).

Os demais livros de teoria em português falam de tempo forte e tempo fraco, dando a impressão que deveríamos tocar com mais intensidade esses tempos.

Eu sou mais a favor do que o MTS diz. É completo.

 

OUTROS PAÍSES

A teoria musical americana e de outros países não mencionam tempo forte e tempo fraco. Essas expressões foram introduzidas pelas primeiras traduções para o português.

Os outros países dizem apenas Acento natural, sem essas palavras "forte" e "fraco", que apenas confundem.

 

FINALIZANDO

Para não ficar muito comprido, tenha em mente o que está no MTS.

Lá diz que o tempo forte é tempo de APOIO

Prefira essa palavra.

Diz também que o acento métrico - o apoio - é executado da mesma maneira que acentuamos as sílabas gramaticais das palavras.

Leia em voz alta:

"sílabas gramaticais das palavras"

Falando essa expressão, as sílabas tônicas aparecem acentuadas naturalmente, sem que precisem ser faladas mais forte, não é assim?

Na música, o acento natural, ou acento métrico é  de apoio, é bom que leia a página 18 do MTS.   

                    

Ezequiel:

E quando a prosódia  não se encaixa na acentuação natural?  

                     

Fernando Moura:

Caros irmãos a paz de Deus. Excelente debate.                        

O irmão teria algum exemplo no nosso hinário ?     

                  

Ezequiel:

Hino 3 no coro fica bem claro... Ó caro salvaDOR, a sua voz de AMOR....

                        

Fernando Moura:

Mas a acentuação gramatical seria SAL va dor, no outro ponto A mor. 

                      

Ezequiel:

Isso                        

 

Fernando Moura:

Dentro da métrica musical, "SAL va" está no tempo meio forte. 

                      

Ezequiel:

Positivo                        

 

Fernando Moura:

Dor está no tempo fraco.                        

Pelo que percebi a prosódia está correta, nos que interpretamos errado.                        

Meu hinário...  

Fernando Moura: 

Entendi, remente temos que suavizar o tempo fraco, contrariando a língua portuguesa...                        

Na verdade não digo contrariar, mas a acentuação não pode ser tão firme. Pois musicalmente fica terrível.

 

Vanderlan Veríssimo:

Neste caso, não seria o acento métrico invertido?

Um embelezamento provocado.

Há diversos hinos com essa proposta

Nunca tinha observado esta técnica.

                       

Ezequiel:

A sílaba tônica da palavra  salvador é  DOR

 

Paulo Mesquita:

Prezados irmaos.

A acentuaçao métrica nao é feita por palavras, e sim por frases, conforme pede a melodia.                        

 

Tiago Silva:

Semifrases também

 

Paulo Mesquita:

Eu tbm achava q era por palavras, mas estudando com um irmao e amigo que é profissional, ele mostrou a forma correta.

Isso, fraseado.                        

Fraseado é a referencia.                

       

Ezequiel:

Gostaria que os professores mostrassem uma melhor maneira de estar executando nesses casos

                       

Victor Alves:

A letra dos nossos hinos são como poesias (só que cantadas e tocadas), e poesias são separadas por sílabas métricas do verso (frase, no nosso caso), considerando a última sílaba tônica do 1º verso (a posição dela define a métrica do resto das frase) e desconsiderando as sílabas seguintes até o final da frase ou verso. Logo, no caso do hino 3, na 1a frase, se contarmos as sílabas ate a última tônica do frase, caímos no tempo meio forte do compasso (10ª sílaba métrica). Se contarmos a partir daí, 10 sílabas métricas a cada início de frase, sempre cairemos em uma silaba tônica que se encontra no tempo meio forte, justificando essa confusão que pode ser feita ao olhar apenas para a palavra em si e não a frase ou semi-frase toda. 

                      

Paulo Mesquita:

Prezado irmão Victor, não definimos acentuação métrica pela silaba tônica.

 

O que da sentido na poesia são as frases e semi frases.

 

Lembrando ainda que tem partes de hinos q o contralto aparece um pouco mais ou o tenor ou o baixo, mesmo sendo uma palavra tendo a 1° silaba como tônica.

Esse assunto é bem delicado.                        

Deve ser estudado hino por hino, parte por parte.

 

Acho que a conclusão deve ser dos profissionais

                        

Davi Caxias:

Ir Paulo, creio que existe um pouco de ambos. Nosso hinário claramente observa a questão da métrica das palavras também (sílabas tônicas em tempos fortes ou em partes fortes dos tempos e vice-versa).

Há de se separar a métrica da frase, mas não podemos ignorar a métrica das palavras também.

É importante ter em mente que a nossa orquestra toca uma partitura vocal (olhando do ponto de vista do soprano) e a função da orquestra é a de auxiliar a irmandade no canto.

Então, não podemos ignorar totalmente métrica das palavras.                        

Esse é um exemplo interessante. Mas não fica de todo estranho se pensarmos que a sílaba DOR inicia na parte forte do tempo fraco.                        

 

Paolo Troni:

A melodia também tem um "pico" aí, a nota mais aguda do compasso está justo nesse quarto tempo...

Não poderia tratar-se portanto de um contratempo? Um acento, nesse caso "automático" aonde não deveria estar?     

                  

Davi Caxias: 

Um final masculino?    

                   

Tiago Silva:

Da subdivisão

 

Giancarlo:

Irmão José Renato, como proponente do assunto, o irmão deseja fazer alguma consideração? Podemos passar para o próximo assunto, ou ficou alguma questão em aberto? 

 

José Renato:

Gostaria que falassem sobre ritmos iniciais.

Isso esta gerando muita polemica ainda.

O tético ficou claro

Agora o anacrúsico e acéfalo esta confuso.

 

Segundo o que pesquisei o anacruse é oque antecede o primeiro tempo. Não pode estar logo no começo de um compasso.

Assim para ser anacrúsico:

No compasso binário: tem que iniciar do segundo tempo em diante

Compasso quaternário: tem que iniciar a partir do terceiro tempo.

 

E no ternário?

 

Gostaria que os irmãos colocassem suas interpretações. 

                     

Marcos Salviano:

A paz de Deus

Aproveitando a pergunta do irmão José Renato, depois que esclarecer a parte teórica eu gostaria de saber como executar na prática cada ritmo inicial?                       

                       

Giancarlo:

Caros, a paz de Deus.

Irei fazer uma pequena explanação sobre o que eu entendo sobre os ritmos iniciais. Estou embasado teoricamente pelo livro “TEORIA DA MÚSICA” do autor Bohumil Med, inclusive esse livro é mencionado nas referências bibliográficas do MTS.

O que diz o Bohumil Med?

RITMO ANACRÚSTICO OU PROTÉTICO – As notas iniciais precedem o início do compasso.

Considera-se o ritmo ANACRÚSTICO quando as primeiras notas abrangem menos da metade de um compasso binário ou quaternário, ou menos de dois terços de um compasso ternário. Neste caso, somente as figuras são escritas sem completar o compasso com pausas.                       

Observação: ANACRÚSTICO e ANACRÚSICO são a mesma coisa.                       

Fundamentado pelo livro do Bohumil Med, esses compassos quaternários são ANACRÚSICOS:

Fundamentado pelo livro do Bohumil Med, esses compassos binários são ANACRÚSICOS:

Fundamentado pelo livro do Bohumil Med, esses compassos ternários são ANACRÚSICOS:

Giancarlo:

(ccbina) Não tomem como uma crítica. Foi uma solução muito interessante.

 

vocês imaginam a confusão que iria dar com a pausa?

A organista ia terminar a introdução, e cada um ia entrar em um tempo.... e ia virar aquela discussão, de quem deu a pausa, quem não deu...

Portanto, para resumir?

como saber identificar entre o RITMO ACÉFALO E O ANACRÚSICO?

Simples:

Compasso Quaternário ou Binário: As notas abrangem mais que a metade do compasso? ACÉFALO. Metade ou menos? ANACRÚSICO.

Compasso Ternário: As notas abrangem mais de 2/3 do compasso? ACÉFALO. 2/3 ou menos? ANACRÚSICO.

.

Em tempo: duas correções:

Falei que foi a comissão do h. 5. Não. No hinário 4 já estava dessa forma.

No próprio mts diz que a pausa está subentendida. Esqueci de frisar isso.

 

João Alberto:

Seria bom explicar sobre ritmos iniciais de semi-frases.

Exemplo MTS pag 48 lição 2.

 

Marcos Salviano:

A paz de Deus irmãos

Sobre esse assunto de ritmos iniciais aqui na minha cidade criamos um material complementar sobre esse assunto e passamos para os instrutores e estamos passando também nos Gems segue o material para quem quiser ver e vou postar também um video q ache q ficou bem explicado

minha duvida nesse assunto é quanto a execução prática como deve ser?

​

Ricardo Prado:

Caros, a paz de Deus.

Permitam-me uma pequena opinião sobre o assunto.

 

Há muita teorização sobre o assunto e cada autor defende o seu ponto de vista, o que não quer dizer que um esteja errado e outro certo. Vou dizer como eu tento ensinar, sem que cabeça do aluno fique embaraçada:

 

Ritmo tético: o som começa na cabeça do primeiro tempo;

Ritmo anacrúsico: o som começa na cabeça de qualquer tempo, que não seja o primeiro.

Ritmo acéfalo: o som começa no contratempo de qualquer tempo, com ou sem pausa na cabeça do tempo.

Em minha parca opinião está forma facilita a compreensão do aluno.

​

José Renato Rodrigues:

Acefalo- começar em qualquer tempo?

Se preceder o primeiro tempo tem quer anacrúsico !

​

Mauro:

é isso aí.

desde que não tenha a cabeça do tempo.

acéfalo = sem cabeça

​

Cláudio Morais:

Excelente material, nobre Marcos.

Parabéns !!!!!!

Compartilho com o pensamento dos nobres Ricardo, Mauro e demais, sobre a excessividade de conceitos.

 

"A teoria explica a prática".

 

Para executar quaisquer ritmos, o melhor é perguntar à Prática, porque a Teoria só polemiza.

 

Bem ...

Mas eu também, a alguns anos, tentei reescrever mini tratado.

 

Segue:

 

(Todo mundo tem seu momento teórico)

Esse é o conceito CCB, conforme já citado aqui, pelo Ric, Mauro, Marcos, Renato, e Giancarlo também.

​

Giancarlo:

Irmão Cláudio Moraes e irmão Marcos Salviano: Deus vos abençoe! Materiais de primeira linha. Mais didático e claro impossível.

Na prática, o importante é saber entrar no tempo certo. E ponto final.

E acredito que com esse material do irmão Cláudio encerramos esse assunto.

​

Marcos Salviano:

Irmão existem várias teorias mas temos q nos basear na bibliografia do MTS.

​

Ricardo Prado:

Por isto que usei o termo "teorização"

.

José Renato Rodrigues:

A Paz de Deus

Sobre o assunto ritmos inicias ficou muito claro para mim.

Da minha parte pode ate passar para outro assunto.

Porem como o irmão Marcos pediu, podem explicar isso na pratica de instrumento?

​

Marcos Salviano:

Irmão Claudio posso juntar esse arquivo com o q fizemos aqui

​

Apolo:

A recomendação nossa aqui é desse jeitinho mesmo

Vi aqui aprende ate inglês

comentário Ir. Giancarlo
00:00

Ricardo Prado:

Perfeito.

Quando a teoria traz mais confusão que explicação, não esta servindo pra nada, musicalmente falando. Agora, quando ela nos ilustra a prática e nos faz enxergar com mais clareza, então é eficiente.

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