SAX CCB ERUDITO SACRO
Didática adequada para o ensino de escala no saxofone
Proponente- Ir. Kelvin - João Lisboa (MA)
Giancarlo:
Ir. Kelvin, como proponente do assunto atual, gostaria de dar início ao assunto?
Irmão Kelvin:
A paz de Deus.
Meus irmãos o assunto proposto trata-se de uma realidade a qual me debato direto, percebo que muito dos alunos não tem o total domínio das escalas de seus instrumentos, percebo pelo alunos e estive presente em um determinado ensaio em que a maioria dos músicos presentes não possuíam total entendimento ou domínio sobre as mesmas, meu grande questionamento é, existe uma maneira de fixar ou facilitar o aprendizado de escalas na mente de um músico?
Conto com os irmão a qual são mui grande em experiência musical e pela imensa ajuda a qual tem e vem nos proporcionando... Estou no trabalho portanto terei tempo de participar somente a noite, Deus abençoe a todos.
Giancarlo:
excelente tópico, meu querido irmão...
gostaria de explanar sobre o assunto...
As escalas são de fundamental importância para todos os músicos, e percebo que essa importância não é dada por nós... quantos de nós estudamos escalas com frequência?
As escalas estão para a música como o alicerce está para a construção de um edifício....
todas as músicas (no nosso caso, os hinos) estão fundamentadas em tonalidades, ou seja, escalas...
existem inúmeros tipos de escalas...
e na nossa realidade, para tocarmos os hinos, só precisamos do básico, ou seja, as escalas Maiores, porque só temos hinos em tonalidades MAIORES.
primeiro, gostaria de explanar sobre a parte teórica.
é de fundamental importância conhecer a ESTRUTURA DE UMA ESCALA MAIOR.
todos sabem onde estão os semitons naturais?
os semitons se encontram entre as notas MI - FÁ e entre as notas SI-DÓ.
outro ponto, é conhecermos que as notas da escala são denominadas por GRAUS:
ou seja
em uma escala de Dó Maior, o DÓ, é o 1º grau...
o RÉ o 2º grau
o MI o 3º grau
o FÁ o 4º grau;
o SOL o 5º grau;
o LÁ o 6º grau;
o SI o 7º grau;
e o DÓ (8ª acima do 1º) o 8º grau.
Parece simples, mas tem muitos que não dominam isso.
então, EM UMA ESCALA MAIOR OS SEMITONS ESTÃO ENTRE O 3º E 4º GRAUS e entre o 7º E 8º GRAUS, como no exemplo abaixo (escala de DÓ MAIOR)

Podemos dividir a escala maior em dois grupos de 4 notas cada: Cada grupo de 4 notas é chamado de TETRACORDE:
(TETRACORDE: sucessão de quatro notas diferentes consecutivas: a palavra TETRACORDE vem do grego: TETRA - QUATRO - CORDE - CORDA)
sendo assim, então uma escala possui 2 TETRACORDES:

observando a escala de Dó maior, vemos que o 1º TETRACORDE tem os mesmos intervalos do 2º TETRACORDE:
DÓ para RÉ - intervalo de TOM;
RÉ para MI - intervalo de TOM
MI para FÁ - intervalo de SEMITOM
este é o 1º tetracorde:
agora o 2º tetracorde:
SOL para LÁ - intervalo de TOM;
LÁ para SI - intervalo de TOM;
SI para DÓ -intervalo de SEMITOM:
ou seja, a formação do 1º TETRACORDE, é igual à do 2º: UM TOM, UM TOM e UM SEMITOM: e o primeiro TETRACORDE é separado do segundo TETRACORDE pelo intervalo de UM TOM.
no caso da escala de DÓ MAIOR, esse intervalo de um tom entre um tetracorde e outro fica entre as notas FÁ e SOL.
(como vocês puderam ver na figura anterior)
11 97152-5695:
Irmão Gian ótima explicação Deus abençoe
Só tem um porém hj o MTS ensina de forma diferente eu acho que essa forma que vc explicou e a mais simples de compreender porém não tem nenhum ponto no MTS que fala dos tetracordes
67 9148-9031:
Nas páginas 54, 55 e 56 explicam
97152-5695:
Tetracordes?
Ou formação de escalas?
Giancarlo:
a forma que eu estou explicando, é para chegar no ponto a que o ir. Kelvin se refere, ou seja, aplicar no instrumento, ok?
de nada adianta a teoria se não aplicar na prática.





Giancarlo:
Caros, até aqui eu falei sobre a didática utilizada para a escala DO INSTRUMENTO. Agora, não se esqueçam que nosso instrumento é TRANSPOSITOR, ou seja, o som real (o que soa) não coincide com a nota escrita para o instrumento (quanto utilizamos os métodos e os hinários transportados, por exemplo). Na minha opinião, no início, ao ensinar, deve-se explicar aos poucos essa característica. Depois de dominada as escalas DO INSTRUMENTO, explicar ao aprendiz que, na ocasião de um ensaio, o encarregado pede uma escala, nós teremos que tocar outra escala (ou seja, fazer o transporte) para que a escala soe exatamente o que o encarregado pediu. Exemplos: Se o encarregado pede DÓ MAIOR, os instrumentos em MI BEMOL devem tocar a escala de LÁ MAIOR, e os em SI BEMOL devem tocar a escala de RÉ MAIOR, assim, ambos os saxes (MIb e SIb) estarão soando a escala (DÓ MAIOR) que o irmão pediu.
Raphael:
Pensei nisso
Pra complementar irmão Giancarlos
O que vejo mto problemas tb nos ensaios ... Quando é pedido pra fazer a escalas de dó a dó
Já vi casos por ex :
Pra quem toca instrumento em si b ...
Dar escala de dó a dó
Giancarlo:
e isso é frequente, ir. Raphael.
Raphael:
No caso em Sib seria de ré a ré
Giancarlo:
exato, toca-se a escala de ré maior no saxofone em si bemol para soar dó maior pedido pelo encarregado.
Raphael:
Saxofone em mib
De lá á lá
Ideal seria nesse caso
Pudéssemos compreender a transposição das notas irmão ??
Não que aprofundar minhas dúvidas
Para não acabar saindo do contexto e do tema q está sendo abordado ... Rss
Não quero me aprofundar mto nisso pra nao acabar fugindo do tema ... Ops
Henrique:
Caríssimos. Perdoe eu abordar o assunto ....irmão Rafael não é só a escala de LÁ a LÁ no caso de mi b. ..tem que levar também os 3 Sustenidos. ...fa. do e sol. ....ou seja escala de lá maior
Raphael:
Exatamente
É de ré a ré seria o fá e o dó sustenido
Esqueci de falar no começo
75 9176-2530:
Muito boa essa explicação dos instrumentos transpositores
No ensaio as vezes eu peço a escala separadas os instrumentos em si toca escala de reM. Agora os em miB s de laM depois de do . finalmente peço pra tocarem juntos, e explico o porque
José Carvalho:
Irmão Vanderlan, a escala ao qual se refere é a menor harmônica ?

Porém como nosso caro irmão Gian frisou, você determina como faár a escala...por qual figura começar-dependendo do nível do estudante. O método apresenta apenas duas variações mas é ilimitado o número de variações. Entretanto este método não é para quem está inicando os estudos das escalas ao instrumento, podemos defini-lo como um material secundário.
Giancarlo:
APDD, queridos
Desculpem a ausência, mas gostaria de fazer um pequeno resumo do assunto atual, ao qual eu já explanei:
PONTOS ESTRATÉGICOS A SEREM DOMINADOS NAS ESCALAS:
PARTE TEÓRICA:
1-Entender a estrutura das escalas maiores: onde estão os tons e os semitons;
2-Entender o porquê dos acidentes de cada escala;
3-Compreender como se sucedem as escalas maiores com sustenidos e com bemóis.
PARTE PERCEPTIVA:
1 – Conseguir cantar as escalas maiores a partir de uma nota (tônica - 1º grau);
2 – Conseguir perceber os intervalos (os tons e os semitons)
PARTE PRÁTICA:
1 – Tocar consciente das etapas anteriores;
2 – A princípio, tocar lento.
3 – Tocar pensando em cada nota para se tornar um processo consciente, e não mecânico;
4 – Estudar em diferentes articulações e figuras (semibreves [neste caso, estaríamos também estudando notas longas, o que é ótimo!], mínimas, semínimas, colcheias, tercinas, semicolcheias);
5 – Estudar sempre com o auxílio de um metrônomo, e ir aumentando o andamento conforme for dominando as escalas.
Giancarlo:
da minha parte é isso...
Se algum irmão quiser dar sua didática para escalas, por favor, sinta-se à vontade...
cada um tem uma didática diferente...
Ir. Kelvin, como proponente do assunto, gostaria de complementar com mais alguma coisa? Alguma dúvida?
Douglas Prado:
Irmãos, tenho apenas uma pequena dúvida a qual preciso de uma explicação: Os 4° e 5° graus são responsáveis por caracterizarem o tom da escala. Minha dúvida é em como explicar isso para um aluno e não apenas responder de uma forma apenas decorada ou mecânica.
Quem puder esclarecer ficarei agradecido.
11 97152-5695:
O grau responsável por indicar o tom da escala é o primeiro grau tônica (tonalidade)
O quinto grau ascendente indica qual será a próxima escala com sustenido
21 96981-5601:
E o quarto grau ascendente (quinto grau descendente) seria a escala com bemol?
certo.
Deus abençoe, Irmão Marcos, pelos esclarecimentos.
11 97152-5695:
Como o Gian explicou a escala com sustenido é formado a partir do segundo tetracordes q será o quinto grau
E a escala com bemol como é uma escala ascendente o primeiro tetracordes passa ser o segundo
Por exemplo primeiro tetracordes de Dó +
Dó- Ré -Mi Fá
E continua a escala descendente
Oq é a fórmula da escala maior diatônica é a posição dos semitons q é entre o terceiro e quarto grau e entre o sétimo e oitava tudo isso o irmão Gian já explicou




Marcos:
tudo isso ja foi explicado é só para ilustrar
Giancarlo:
As ilustrações ajudam muito a entender.
21 96981-5601:
Muito bem explicado.
Giancarlo:
Deus abençoe, Marcos
11 94728-2086:
Muito esclarecedor os tetracordes apresentados visualmente. Permite com facilidade construir a escala a partir dos conceitos dos tons e semitons.
Na parte prática gosto muito de tocar com alunos o ciclo de quinta, na forma ascendente, acrescendo um sustenido, e quando o aluno ascimilou bem, trabalho ciclos de quarta com bemóis na descendente.
Giancarlo:
Esqueci de acrescentar um detalhe: não esquecer de trabalhar com os alunos a questão da transposição: explicar que o nosso instrumento é transpositor, e que a escala que tocamos não é a que soa!
[22:53, 10/8/2016] +55 11 97152-5695: Acho q essa é a maior dificuldade dos nossos irmãos hj
Sem dúvidas
Marcos:
Quando só tinha hinário em Dó todos sabiam fazer a transposição facilmente
A forma que eu explico é assim
Raphael:
Um exemplo
Como nosso instrumento é transpositor
Se o instrumento é si bemol
Um exemplo nos ensaios qndo pede pra fazer escala diatônica de do a do
A escala para Sib será de ré a ré
Usando dois acidentes
Fá sustenido e do sustenido
Marcos:
Os instrumentos em MIb estão um tom e meio acima do instrumento em Dó então para se igualar a ele temos que tocar três notas abaixo do instrumento em Dó ( não falo em intervalo para ficar mais fácil)
Raphael:
Em mib
De lá á lá, com três acidentes
Que são : dó sustenido
Fá sustenido e sol sustenido
Humildemente peço que um dos irmãos me corrijam pelo amor de Deus.
Se falei algo q nao observei
Marcos:
Os instrumentos em SIb estão um tom abaixo dos instrutores em Dó portanto deve tocar uma nota acima do instrumento em Dó para se adequar
Isso irmão Raphael só não esqueça da ordem dos sustenidos
Raphael:
É vdd irmão
Irmãos a respeito de escala pentatônica e melódica
Existe mto tipo de escalas tbm
Marcos:
Aí sou analfabeto vou aprender agora com vcs rsrs
Raphael:
Nas postagens anteriores mandei uma tabelinha
Mandar novamente

Raphael:
Ao meu ver o que vi nelas
É mais no desenvolvimento da coordenação motora ajuda mto
Marcos:
Irmãos me perdoem se eu estiver saindo do foco do assunto eu gostaria de compartilhar uma experiência que tive em relação a transposição
Raphael:
Um dos irmãos me corrijam se estiver errado
Marcos:
Logo que fui para instrutor um irmão me fez q seguinte pergunta. Quantos sustenidos existem? eu respondi 7 e o sax alto aumenta 3 sustenidos em relação ao instrumento em Dó respondi que sim
Aí ele me perguntou se um instrumento em Dó tocar uma escala de Dó sustenido maior que escala vc vai tocar?
Eu não soube responder ele riu e disse vai perguntar pro seu chefe quem sabe ele te ensina (o chefe que ele quis dizer era o regional)
Fui pra casa atribulado cai de joelhos diante de Deus e falei respeito seu servo regional mas tu é meu Chefe Senhor né ensina não me deixe envergonhado
Levantei da oração peguei uma folha e comecei a escrever e Deus me iluminou e entendi q tinha que dobrar 3 sustenidos no outro dia cedo fui na casa desse irmão pedi pra ele tocar a escala de Dó sustenido maior q meu Chefe já tinha me ensinado
Eu tinha que tocar escala de Lá sustenido maior ou a henarmônica SIb maior
11 99744-3311:
Paz de Deus.
Algum dos irmãos poderiam postar as tecnicas de transposição de escalas, por favor.
Davi Caxias:
Caros, a paz de Deus.
Antes de se estudar escalas é de fundamental importância o estudo dos INTERVALOS.
Não é a toa que esse assunto antece o de escalas no MTS.
Sem uma base sólida no estudo de intervalos é bastante complicado compreender a transposição de escalas.
9984-7647:
Nos ensaios, ocorre que alguns encarregados pedem escalas combinadas...cordas de dó a Dó , madeiras de mi a mi, metais de sol a sol, por exemplo
E muitas das vezes, não harmoniza porque não é informado com clareza as alterações para instrumentos transpositores
Henrique:
Para os instrumentos de outra tonalidade que não seja a de DÓ é necessário estudar a transposição de claves que inclui também a de tonalidades
Giancarlo:
Irmãos, as técnicas de transposição de escalas se chama ESTUDAR INTERVALOS, como o ir. Davi mencionou. Como ele mesmo disse, "não é a toa que esse assunto antecede o de escalas no MTS". Não só no MTS, mas em qualquer outro bom tratado de teoria. A questão do estudo de intervalos não foi tratado anteriormente aqui porque supõe-se que nesta etapa do aprendizado (ou seja, a etapa das escalas) o aluno já esteja dominando os intervalos. Academicamente falando, ao ensinar a transposição para o instrumento no Conservatório, somente utilizamos somente a questão dos INTERVALOS.
Ir. Vanderlan, quando o encarregado pede escalas combinadas, deveriam os músicos saber o transporte de seu instrumento, para não causar confusão. Como sabemos que infelizmente não é assim, o encarregado nesse caso deveria indicar qual escala cada instrumento deveria tocar, para soar harmonicamente.
11 99144-9393:
Tenho falado muito sobre transporte como hinário já está transportado eles não liga mais para estes estudos
Davi Caxias:
A idéia é justamente essa, ir Izaias.
O saxofone é um instrumen transpositor e na maior parte das vezes ele toca com partitura transposta, inclusive lê clave de sol na segunda linha mesmo tenor e barítono.
Mas... Não vai fazer nenhum mal saber fazer a transposição.
Giancarlo:
Ir. Izaías... no Conservatório só tocamos partituras transportas, mas temos a obrigação de saber a transposição.
aliás, em qualquer lugar fora da igreja é assim...
ir. Kelvin, como proponente do assunto atual, por favor, manifeste-se a respeito.
Kelvin:
Meus irmãos a paz de Deus.
Estou completamente satisfeito pelo proporção que teve o assunto proposto, creio que, não somente eu mais outros deviam ter uma a mesma dúvida, não pude acompanhar com precisão realmente a correria está grande e por isso peço desculpas, como proponente do tema atual gostaria gostaria de ter participado mais.
Deus abençoe a todos que participaram e colocaram aqui suas experiências e dividiu seus conhecimentos conosco. Deus abençoe a todos.
Como proponente do assunto atual estou completamente satisfeito, os irmãos ficam a vontade para acrescentar ou continuar o próximo tema.