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Dedilhados alternativos
Proponente- Ir. Paolo Troni - Espanha

Paolo Troni:

A minha questão na verdade nasce de uma pergunta que uma dia tinha feito aqui, sobre qual seria o si bemol adequado para aprender como standard, e dessa pergunta surgiram vários outros comentários, motivo pelo qual os irmãos administradores acharam melhor converter minha pergunta em tema                        

A questão a princípio seria essa, por qual si bemol é melhor começar e/ou utilizar. Vejo que alguns métodos sugerem opções diferentes. Logo temos também posições diferentes para outras notas, como o fa# por exemplo, e outros recursos como os harmônicos (o do do terceiro espaço por exemplo feito com a posição do grave) e posições "não standard" para corrigir a afinação de certas notas                        

Quando utilizar e como aprender/estudar.

                                                

21 98622-8691:

Sábios conselhos Ir Tiago que desejo guardar e praticar sempre.   

                    

99 9109-0431:

Curioso também  nesta parte,  compartilho o segmento do irmão Paolo.

                        

Giancarlo:

ApdD.                        

Para conversarmos sobre dedilhados alternativos, faz-se necessário conhecer a nomenclatura das chaves.                        

As nomenclaturas mais conhecidas são a Americana e a Francesa.                        

Porém,  a mais utilizada é a Francesa, e é ela que utilizaremos para explanação aqui:

Giancarlo:

Para dar início, utilizaremos a pergunta do ir. Paolo:                        

A chave standard utilizada para o primeiro aprendizado do lá#/sib é aquela que utilizamos com a falange do dedo indicador da mão direita.  Essa chave, na nomenclatura francesa, chama-se "Ta".                        

(Vide figura anexa)                        

comentário Ir. Giancarlo
00:00

Paolo Troni:

Hoje vi em um método uma indicação pra fazer o mi bemol com a combinação de chaves 1,2,3,4,6 (método rubank), não sei se isso é específico de algum sax que existiu alguma vez...                        

A questão, ou seja, a dificuldade que vejo é como ensinar e fazer com que os alunos aprendam essas posições e suas aplicações, quer dizer, que não seja algo puramente teórico

Giancarlo:

Sib/Lá# com "Ta"                        

Outra posição para tocar o sib/lá# é com a chave "P"                        

É aquela chave pequena que fica entre a chave do si (chave 1) e a do lá (chave 2).                        

Para fazer essa posição, eu seguro a chave 1e a chave P apenas com o indicador.   

                    

75 8103-2444:

Que e usada depois do dedo indicador...segundo dedo.  

                     

Giancarlo:

Em que ocasião posso usar?  Darei um exemplo:

Imagine a escala de lá bemol maior.  Neste intervalo, coma chave P fica mais fácil:

Giancarlo:

É uma opção.                        

Ir. Paolo, poderia mandar a foto dessa página do método que indica essa combinação?                        

E a respeito da didática sobre como explicar os dedilhados alternativos explicarei no final do tema.

Paolo Troni:

Imagino que essa nomenclatura das chaves é americana, né? 

Giancarlo:

Desconhecia essa nomenclatura, ir. Paolo. ..

Nos EUA mais frequentemente se utiliza dessa

11 97152-5695:

Irmãos aqui no nosso método tinha um módulo que específico de recursos do saxofone nas alguns irmãos acharam melhor tirar este módulo, hj é difícil eu passar lições de método mas sempre que passo irmãos mais avançadosprocuro mostrar algumas chaves de recursos que podem ser utilizadas na execução dos hinos                        

Pra ser bem sincero acho que foi para não precisar aprender     

                  

22 99269-2742:

Nós saxofonista temos a obrigação de conhecer nosso instrumento por completo não só necessariamente o q esta no hinario precisamos estar sempre atualizados.....    

                   

11 97152-5695:

Concordo com o irmão                        

Vou fotografar as lições e posto aqui                        

Todos aqui tem experiências na obra de Deus e sabem que temos que avançar aos poucos algumas vezes recuar um pouco                        

Instrutor mais novo implantando um método novo com auxílio de um músico profissional                

Giancarlo:

Qual a justificativa de tirarem o módulo?      

                 

11 94708-2492:

Irmãos hoje mesmo no culto toquei o hino 91 usando os dedos indicadores  do Fá natural para o Sib é muito simples , temos por obrigação de passar es chaves alternativas para nossos queridos alunos , perdão toco Barítono falando do baixo natural , Deus Abençoe a todos 

É simples e tranquilo , Deus Abençoe irmão Giancarlo , prestei muita atenção quando o irmão veio aqui em Itapevi .

11 97152-5695:

Gian lembra dessas adaptações que tivemos que fazer para aceitarem a nomenclatuda das chaves? rsrs     

                  

99 9109-0431:

Concordo plenamente. 

                      

Giancarlo:

Concordo, meu irmão.

                       

99 9109-0431:

Talvez por receio os irmãos devem ter tirados.  

                     

Giancarlo:

Receio de que?                        

 

99 9109-0431:

Mais conhecer todo o o instrumento,  creio eu que seja fundamental em uma formação  musical.

                        

Giancarlo:

Depende do caso                        

É isso mesmo, irmão. ..amanhã tentarei explicar sobre esta passagem.      

                 

Paolo Troni:

Irmaos, a respeito dessas digitaçoes alternativas, ou melhor, a respeito dessas chaves, queria relatar uma experiencia que tive, espero ter um momento hoje para poder comentar                        

Ir. Gian, qual é a logica dos nomes na nomeclatura francesa, o que siginificam estes TF TA TC...a nomeclatura americana que o irmao passou me parece muito lógica e imediata

Amados, o que eu queria relatar era o seguinte:

Creio eu que vários desses dedilhados alternativos provém de instrumentos antecessores ao Sax (o próprio Sax foi criado tendo como base o clarinete, o clarinete sofreu várias evoluções na sua existência, passando do modelo primitivo de 5 chaves ao de 13 e até chegar nas 17 chaves do sistema francês e 22 do sistema alemão, para não falar na flauta e sua evolução e nos oboes...todos instrumentos muito diferentes pela embocadura mas similares pela forma em que produzem o som).                        

Acho que vai ser um pouco complicado explicar o meu raciocínio aqui somente por simples mensagens.

A poucos anos atrás minha situação de trabalho estava muito complicada e um dia olhando meu clarinete pensei...existem clarinete de plástico e de 13 chaves, será que não daria para construir um instrumento parecido, mas simples, com materiais artesanais com bambu e tubos de Pvc?

E assim comecei por minha cabeça mesmo tentar construir instrumentos, a partir de conhecimentos quase nulos sobre liuteria, tive que fazer muitos experimentos e buscar muita informação sobre a história dos instrumentos e de seus aspectos físicos e acústicos.                        

Aí surge a pergunta, o que que isso tem a ver com o tema atual???

Pois é...depois de vários experimentos, a primeira coisa que tinha que conseguir era uma economia de material, o objetivo era construir um instrumento simples, que praticamente não tivesse chaves (é complicado montar as chaves, principalmente em tubo de Pvc...) mas ao mesmo tempo queria que tocasse todas as notas cromáticas...                        

O resultado é que as fórmulas, tanto como posição de chaves como de posição de dedilhado que acabava encontrando eram iguais ou muito similares à várias dessas digitações alternativas que estamos vendo.                        

Só como exemplo, o si bemol que se obtém com a chave P (essa pequenininha aí entre o si e o do). Que se toca utilizando só um dedo... Isso não vos lembra aquelas digitações que tem as flautas doces com furos duplos?

Outro exemplo, na flauta doce o si bemol se obtém com um digitação praticamente igual a essa já comentada aí, 1 e 4 (chaves do si e do fa).                        

Cito a flauta doce porque é o instrumento que conhecemos todos que mais se parece com os instrumentos antigos, que como disse antes, quase não tinham chaves (ou não tinham mesmo)                        

Perdoem ter escrito muito... Espero que tenha conseguido me expressar e que possa ter sido de utilidade compartilhar essa experiência com vocês.

Deus vos abençoe     

                  

Giancarlo:

ApdD, meus amados irmãos! Que todos tenham uma ótima semana!                        

Ir. Paolo, muito interessante a pesquisa do irmão!                        

E mais interessante foi a tua pergunta sobre a lógica dos nomes das nomenclaturas...                        

Confesso que quando eu aprendi, eu não tive a curiosidade de saber, mas a tua pergunta me instigou a pesquisar, vamos lá:                        

No caso das Ta, Tc e Tf, vem do francês: Touche du lá, touche du dó e touche du fá. Nesse caso touche se traduz por tecla do lá, dó e fá.

Já C1, 2, 3 e 4 é o seguinte:

sempre que tem o C quer dizer Côté (nesse caso lateral em francês), ou seja as chaves que ficam no lado do saxofone.                        

O "P" significa plateau, que é o mesmo que platô em português, plataforma seria uma tradução adequada para o termo.

Já o "X" vem de index que quer dizer indicador em português, é o dedo que aciona a chave. Eles usaram a última letra da palavra para designar a chave        

               

Paolo Troni:

Amém. Muito interessante, agora ficou fácil de guardar a nomenclatura

                       

Davi Caxias:

Gian, TOP.

Deus abençoe.     

                  

17 98813-4021:

exercícios para os dedos                        

a paz de Deus com todos                        

vou postar um vídeo com uma sonoridade excelente, mas temos que observar para não fazermos bochecha (não sei se seria a palavra correta)   sax tenor diz nos comentários que esta usando boquilha selmer                        

https://www.youtube.com/watch?v=7Lkcan0X5VA    

                                            

 44 9934-4899:

E a posição "mais afinada" ? Seria isso Ir.? As outras têm uma pequena alteração, correto?

                       

Giancarlo:

Tá difícil continuar o assunto. .kkk                        

Existem outras opções de sib/lá #.

Neste intervalo, a melhor posição seria fazer o sib segurando a chave do fá ( chave 4)

Já neste intervalo, a melhor posição seria fazer o sib com a chave 5

Giancarlo:

Boa pergunta ir Vinicius                        

Para mim, as posições de la#/sib com Ta ou P são as mais afinadas. A com a chave 5 é baixa, e com a chave 4 mais baixa ainda.                        

Porém, conforme a passagem,  eu priorizo a mecânica, e compenso a afinação, tema que conversaremos posteriormente.

                        

Paolo Troni:

Há alguma ocasião em que se usaria a chave 6 ?                        

Curiosidade: a flauta tem uma digitação muito parecida com a do Sax,  porém o fa sustenido nela se faz com a que seria a nossa chave 6 e não a 5, embora a 5 também produza um fa#  

                     

Giancarlo:

Ela também aciona o la#/sib, porém desconheço algum intervalo que eu poderia usar essa opção.                        

Ir . Carvalho, o irmão utiliza a chave 6 para alguma passagem com sib?    

                   

Paolo Troni:

Eu também não vejo nenhum intervalo que em que se poderia utilizar, mas o que eu sempre me pergunto é, que se essa combinação não se utiliza então pra que os construtores de instrumento envolvem essa chave no mecanismo do fa#-si bemol                        

Não sei se me expliquei              

         

Giancarlo:

Entendi                        

Explicou bem sim        

               

José de Carvalho:

Queridos, farei ainda uma consideração sobre o tema... Não o fiz ainda por falta de oportunidade e tempo...até as zero hora amanhã farei...                        

                         Breve considerações sobre dedilhado /  dedilhados alternativos

comentário Ir. José de Carvalho
00:00

15 99791-6590:

rmãos, sobre o dedilhado:

Como seria a execução ideal para as notas seguintes?

Entre mi b e Dó. Seria deslizando o dedo? Ou não...                        

Ou da Ré# para a 7.

Giancarlo:

Deslizando o dedo                        

Isso mesmo                        

 

75 9182-6832:

Dá para fazer o  baixo nó sax alto com perfeição pos tenho dificuldade em tirar as notas mas grave?

                       

11 97152-5695:

No sax alto no máximo o tenor  

                     

75 9182-6832:

Deus abençoe pós estava preocupado com essa dificuldade.                        

Aleluia Deus é bom.   

                    

11 97152-5695:

E a dificuldade com os graves tem irmãos q entendem bem depois eles podem complementar, ou é vazamento ou embocadura muito tensa     

                  

75 9182-6832:

É só quando faço abaixo.      

                 

11 97152-5695:

O tenor tem q fazer sem utilizar a chave de registo                        

Também se faz no grave     

                  

75 9182-6832:

No tenor e normal.                  

     

11 97152-5695:

No tenor utilizamos as notas Dó, e Si grave

 

34 606 92 28 07:

Irmãos, como aqui a maioria dos irmãos tocam sax a muito tempo mais que eu, eu gostaria de perguntar pros irmãos como os irmãos conseguem tirar um som muito mas bonito e gostoso aos ouvidos do saxofone    

Giancarlo:

continuando o assunto de dedilhados alternativos...

Giancarlo:

para essa passagem (si - do - si), temos o recurso da chave tf. A chave tf fica ao lado da chave ta, que é a chave do sib/lá#. Para esse recurso, apertamos a chave do si (dedo indicador, chave 1) e acrescentamos a chave tf                        

*desculpe, recurso da chave tc                        

para essa passagem (si - do - si), temos o recurso da chave tc. A chave tc fica ao lado da chave ta, que é a chave do sib/lá#. Para esse recurso, apertamos a chave do si (dedo indicador, chave 1) e acrescentamos a chave tc     

                  

11 94708-2492:

Uso essa é simples e confortável, Deus Abençoe                        

Principalmente se for passagem com ligaduras ta certo irmão Gian?

Giancarlo:

Independente se for ligado ou não, irmão   

                    

11 94708-2492:

Certo 

Giancarlo:

para essa passagem, usamos o recurso do tf. Para evitar a troca da chave 5 com a chave 6.  

                     

34 606 92 28 07:

Nossa parece ser muito mais prático e confortável, Deus abençoe

 

Samuel Santos:

Tocar escutando ele

Giancarlo:

agora, a pergunta que não quer calar? onde utilizar esses recursos?                        

Simples: nós, como encarregados e instrutores, devemos criar situações para os alunos se interessarem por esses recursos. Um dos recursos, como o ir. Carvalho disse em um áudio, é utilizá-los em escalas:   

outro recurso é utilizá-los no método ou no hinário:

HINO 400: O SAXOFONE EM MI BEMOL, TOCANDO O CONTRALTO, PODERÁ UTILIZAR O RECURSO Tc POR DUAS VEZES, COMO ESTÁ ASSINALADO: (ATENÇÃO: UTILIZEI O HINÁRIO EM DÓ). (PASSAGEM SI-DO-SI)

Hellder:

Irmãos alguém teria o diagrama de dedilhado com os nomes das teclas? ... Daí já passava pros alunos tb 

               

Giancarlo:

sim, vou reenviar                        

                        

Hellder:

Acho que cheguei depois                         

Perdoe pelo retrabalho           

            

Roby Bastos:

Olha, muito bom novidades para mim aí rs .... não sabia dessa possibilidades na mecânica muito legal    

                   

Giancarlo:

trabalho nenhum...                        

 

11 98119-4108:

Apdd ir Giancarlo

Esses recursos tem alguma influência na afinação? Ou seja o som fica mais limpo?

                       

Eliel:

É bom também falar do Dó #, irmão Giancarlo, a respeito do recurso do Do# médio,                        

É um recurso, justamente para afinação                        

Ok                        

Giancarlo:

neste vídeo, toco a passagem do contralto do hino 400 nas duas posições.... observem que fazer a passagem si-do-si com a chave Tc fica mais prático:

Observem agora o hino 5; no último sistema, no contralto (1º compasso), tem uma passagem que se fizer com a chave "''Ta" fica meio fora de mão... se fizer com a chave "P", ou com a chave 5, fica muito melhor

Vitor Alves:

Na digitação essa passagem seria Ré - Si b?

                        

Giancarlo:

sim, exatamente                        

vou enviar um vídeo

                       

Vitor Alves:

Verdade, nesse caso fica muito fora de mão o Si b com a chave "Ta"

comentário Ir. Giancarlo
00:00

74 9929-9202:

referente ao dedilhado, posso fazer uma pergunta?   

                    

Giancarlo:

manda!  fique à vontade...                        

 

74 9929-9202:

Tem algum recurso pra soar outra nota acima do último Fã #? Ex: Sol, Lá etc 

                      

Giancarlo:

hum.. irmão Beto... tem sim.... aí é um tópico a ser criado a parte...

Giancarlo:

olhem neste vídeo o contralto do hino 5

Giancarlo:

No exercício 11 da página 23 do AMADEU RUSSO, temos uma passagem de si-do-si que podemos fazer com Tc

Giancarlo:

No estudo em Sol Maior, do Amadeu Russo (começa na página 37), observem na página 38 essas passagens assinaladas...                        

isso foi somente alguns exemplos de onde podemos utilizar os dedilhados alternativos...                        

existem muitos outros pontos, que nós temos que descobrir                        

para isso, precisamos dominar nosso instrumento.                        

então, minha na humilde opinião de educador musical:   

                    

1- Todo saxofonista tem a obrigação de saber todos os recursos que o instrumento possui e dominá-los.

                       

2- Todo aprendiz precisa conhecer cada um destes recursos. Para tanto, nós, instrutores e encarregados que tocam saxofone, precisamos apresentar à eles cada uma dessas possibilidades. Explicar onde utilizar; Propor exercícios para a fixação do conteúdo;                        

 

3-Após, fazer o aluno identificar, seja num exercício, seja em uma escala, ou mesmo em um hino, alguma passagem que possa utilizar algum recurso... e ver qual é a mais adequada à passagem;                        

ou seja: fazer o aluno pensar em qual recurso usar.                        

com o tempo, isto se torna automático, ou seja: dominando a passagem, automaticamente o cérebro leva o dedo à melhor passagem                        

ou melhor dizendo a frase acima: DOMINANDO TODOS OS RECURSOS, AUTOMATICAMENTE O CÉREBRO LEVA O DEDO À PASSAGEM MAIS ADEQUADA                        

                  

Giancarlo:

Ir. Paolo, como proponente do assunto atual, o irmão gostaria de fazer alguma consideração?

 

Paolo Troni:

Caríssimo ir Giancarlo, pela minha parte pode considerar o assunto encerrado. Ótimas consideraçoes, nada a acrescentar.

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