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O registro agudo no saxofone
Proponente- Ir. Gabriel Demarchi - Rio Claro (SP)

Giancarlo:

Caríssimo irmão Gabriel, por gentileza na oportunidade faça uma pequena introdução ao tema proposto pelo irmão, discorrendo sobre, problemática, possíveis hipóteses e os desdobramentos que achar pertinente em relação ao assunto.                        
Para este tema, o nosso irmão José de Carvalho será o moderador e professor do assunto. 

                       
Gabriel Demarchi: 

A paz de Deus com todos
Minha queixa é a seguinte:
Tenho muita dificuldade em tirar os agudos acima do ré (3°espaço suplementar superior)
Consigo tirar Até o F# com uma palheta número 3 ligando-as, porém articulando não consigo e se for no staccato então... Não sai nada acima do ré. 
Gostaria de saber se há técnicas para estudar para conseguir executar com facilidade. sei que não usamos nos nossos hinos porém há muito disso nos métodos
Deus abençoe  

                     
José de Carvalho:

Amém irmão Gabriel.
Gostaria de ouvir/ler mais relatos e dúvidas  de outros irmãos, assim contemplaremos mais dúvidas numa mesma resposta...
Na medida do possível vou escrever sobre...                        
                       
Christian:

A paz de Deus com todos!
Também gostaria de aproveitar esta oportunidade, e fazer uma pergunta relacionada à este tema:
Tem um caso em minha comum, um aluno que toca sax soprano, que ao tocar as notas agudas perde a afinação. Alguma dica referente a afinação dos "AGUDOS NO SAXOFONE"?
Deus abençoe      

                 
Fernandou Moura:

Amados, tema interessantíssimo.                        
Temos a tendência de relaxarmos muito a embocadura nos graves, e a medida que progredimos nas notas mais agudas, tensionados o musculatura.
Inclusive nas mãos, percebo músicos esmagando as chaves.
Creio que um bom exercício seria o controle da embocadura, faço isso trabalhando intervalos, vou aumentando o intervalo, sem mudar a expressão facial, e a pressão das maos no instrumento.
Uma breve sugestão, mas gostaria de aprender este tema também.

                                               
Osnir Leandro Souza:

Muito bom. Também seria bom informar posições alternativa para executar essas notas. (Recursos)  

                     
11 98012-7620: 

Irmãos tenho uma dúvida... Toco tenor e não uso o registro de agudo pra tocar notas aguda como flauta .. Ou melhor uso apenas do lá pra cima por não ter franqueza na afinação ... É errado é certo...pode não pode???  

                     
Raphael:

Como ex : no hino 252 
Se os irmãos verem 
Nota de Mib ao mib agudo
Onde acontece mto os efeito Band. Glissando  ( quaaeinn)                        
É um dos relatos que eu direto vejo    

                   
Ivanildo Rodrigues:

A paz de Deus, a respeito do registro agudo do sax tenor, como melhorar a execucao dos hinos na parte do soprano ex.(hino 465), qual o exercicio recomendado p/ termos agilidade e um som limpo sem esbarrar em outras notas?

                                                                       
15 99758-0495: 

Gostaria de saber sobre as notas harmônicas, posições das chaves (a partir do fa#)...  

                                             
Raphael: 

Irmaos a respeito ao assunto atual
Tenho uma questão ...
Pra resolver esse problema,
É aconselhável estudar o campo harmônico do Sib grave ( não sei é essa expressão correta ) onde  começa no sib grave, depois uma oitava aguda, Antes da nota fa tem o re                        
Se esse modo ajudaria ??        

               
Gabriel Demarchi: 

Não seria sib grave depois sib médio depois o f#?  

                     
Raphael:

A questão se é aconselhável está prática                        
Me deu um branco o nome desse tipo de exercício
Por isso que pos entre ( ) pra me corrigir se está correto ou não

                       
Gabriel Demarchi: 

Nunca fiz só li a respeito

​

José de Carvalho:

Caros sobre o tema atual: REGISTRO AGUDO do saxofone...      

                 
REGISTRO AGUDO:                        
O registro agudo do saxofone tem sido um fetiche por parte de muitos saxofonistas, principalmente os amadores, digo não no sentido de não fazerem música direito ou bem, mas, no sentido de fazer por amor, não profissionalmente. Não que os profissionais não o façam, muito pelo contrário, toda a energia e tempo dedicados ao instrumento se canalizados para qqr outro seguimento certamente seriam ótimos profissionais,  e financeiramente talvez, muito mais estruturado na maior parte. Nem por isso desistem do sonho de serem músicos, a escolha é, arte por arte, música por música...Lidam com a rejeição mais do que qqr profissão, mas não desistem...                        
                       
Fetiche por notas agudas:                        
 Atropelam, machucam a técnica queimando etapas do aprendizado por não estarem preparados tecnicamente para tocar neste registro....                     Como um atleta que se prepara para bater o próprio recorde de salto em distancia (não sei se é este o nome). Por exemplo:                        
Hoje ele salta 5 metros, na próxima olimpíada ele quer estar saltando 6 metros, é feito um trabalho junto com seu preparador e progressivamente vão trabalhando diversos aspectos como pisada, posição do quadril e corrigindo e acrescentando outros itens ligados a fatores técnicos levando em consideração sempre o biotipo do atleta, trabalhando individualmente as peculiaridades deste atleta.                        
Pois bem, assim somos nós ao estudarmos o nosso instrumento....                        
Tem gente que está tocando saxofone à anos e não consegue tocar notas do registro agudo do instrumento e se toca, apresenta sérios problemas de afinação, equilíbrio sonoro, descontrole do timbre (destimbrando fugindo do timbre real/som real por não ter trabalhado os FUNDAMENTOS do aprendizado do instrumento. Sim, fundamentos.                        
Assim como atletas treinam fundamentos, cada instrumento possui seus fundamentos para aperfeiçoamento e refinamento da técnica, como alicerce...

​

E se falando em FUNDAMENTOS, no Brasil de forma geral, na CCB,  o saxofone é/foi um instrumento que pouco se atentou para  este quesito... Há algum tempo a trás (ESPERO), NÃO SE FALAVA de estudar Embocadura, Respiração, Notas Longas e outros tipos de exercícios que dão resistência, controle do fluxo  e velocidade do ar, controle sobre a afinação promovendo condicionamento para um equilíbrio sonoro em toda a região do saxofone, desde o extremo grave ao extremo agudo...

​

Tipo:  "venha como está e fique como quiser"...                        
Sempre aquela velha máxima: "O som é individual, cada um tem o seu, vc soprou, ta saindo som, está ótimo..."                        
Em verdade sabemos que não é regra e nem estamos generalizando, mas pela maneira como o saxofone chegou no Brasil, a coisa se propagou meio que desse jeito...                        
Não tínhamos referencia, internet à 20 anos, noooossa, era coisa somente do governo e empresas multinacionais...

                       
Nelson: 

Pura verdade.irmao Zé. ...os fundamentos treinados em forma de educativos..irão fazer a diferença para o atleta. na conquista do objetivo. treinando gesto motor..flexibilidade para aumentar  amplitude dos movimentos. ..força muscular ...recrutamento de fibras contrateis..descanso também  faz parte do treinamento. ...emfim fazendo uma analogia da explicação do irmão. ..Claude Gordon  (trompetista) diz: tocar instrumentos musicais e como fazer atividade física .temos que nos preparar para tal objetivo. .  

​

José de Carvalho:

Sim, isso mesmo.

                   
Hoje conversamos com profissionais da música (saxofonistas eruditos) que estão a mais de 20 anos trabalhando com música, a maioria concorda...O saxofone era (ESPERO ) terra de ninguém, era tudo na base do ACHISMO, muito MITO, fulano disse isso, fulano disse aquilo e etc...Milhares de informações sem base acadêmica, EMPIRISMO (Frase do nosso caro regional Esdras Lovo) e etc...                        
                       
Li as questões e inquietações dos irmãos quanto ao REGISTRO AGUDO  do saxofone, vou dividir o assunto , embora o tema seja o R.A. (Registro Agudo), não há como mencionar qqr coisa do R.A. sem mencionar a importancia de ter uma boa sonoridade e controle no Registro Grave, ao qual entendemos ser a base para todas as outras notas, vale lembrar que a série harmônica de uma nota é gerada a partir de uma nota grave...                        
Raphael:

Si bemol ??  

                     
José de Carvalho:

São dois assuntos aí:

1- Série harmônica é apenas um exemplo, não vamos nos ater, nos levará a outro assunto e fugiremos do tema, não é o que queremos certo ?  

2 - Registro grave do saxofone, notas notas abaixo do Fá...É disso que estamos nos referindo...  

                     
Caros para facilitar dividiremos o assunto em dois tópicos:                        
1 - Como conseguir tocar todas as notas do saxofone com uma sonoridade equilibrada nos registros, Grave, Médio e Agudo (até o fá#).                        
2 - Afinação no R.A., como melhorar...

​

Osnir Leandro Souza:
Muito bom. Também seria bom informar posições alternativa para executar essas notas. (Recursos)    

                   
Raphael:
Como ex : no hino 252 
Se os irmãos verem 
Nota de Mib ao mib agudo
Onde acontece mto os efeito Band. Glissando  ( quaaeinn)                        
É um dos relatos que eu direto vejo                        
Irmãos outro relato que vejo em questão do uso do registro para notas agudas é na afinação do instrumento                        
Não só afinação mas tbm a questão que com o uso dos registros agudo inclusive no sax soprano
Mto efeito glissando 
Ex de de nota dó a dó com o registro apertado, equivalente um micro tom
Como se fosse
Tenho dúvida como trabalhar esse lado com os candidatos  
                     
11 98012-7620: 
Irmãos tenho uma dúvida... Toco tenor e não uso o registro de agudo pra tocar notas aguda como flauta .. Ou melhor uso apenas do lá pra cima por não ter franqueza na afinação ... É errado é certo...pode não pode???  
                     
Ivanildo Rodrigues:
A paz de Deus, a respeito do registro agudo do sax tenor, como melhorar a execucao dos hinos na parte do soprano ex.(hino 465), qual o exercicio recomendado p/ termos agilidade e um som limpo sem esbarrar em outras notas?

                       
15 99758-0495: 
Gostaria de saber sobre as notas harmônicas, posições das chaves (a partir do fa#)...  
                                             
Raphael:
A questão se é aconselhável está prática                        
Me deu um branco o nome desse tipo de exercício
Por isso que pos entre ( ) pra me corrigir se está correto ou não

​

José de Carvalho:

Caro irmão Gabriel, é sabido que somos únicos e cada ser com suas peculiaridades...    A experiência nos aponta muitos irmãos na mesma situação, não conseguem tocar notas acima do Ré (3º espaço suplementar superior). Fato que pode se dar por alguns fatores;

1. EMBOCADURA INCORRETA (TENSIONADA DEMAIS OU MUITO RELAXADA),

2. RESPIRAÇÃO INCORRETA,

3. BOQUILHA EM DISPARIDADE COM MARCA/MODELO/NUMERO DE PALHETA,

4. PALHETA VELHA,

5. PALHETA MOLE DEMAIS,

6. PALHETA MUITO DURA,

7. BOQUILHA DE MÁ QUALIDADE,

8. ESTRANGULAMENTO DA PALHETA (APERTAR DEMASIADAMENTE A EMBOCADURA NA REGIÃO AGUDA),

9. FALTA DE ESTUDO,

10. ESTUDANDO  DE FORMA ERRADA,

11. INSTRUMENTO FORA DA POSIÇÃO (CORREIA ALTA OU BAIXA DEMAIS, INSTRUMENTO EM CIMA DA PERNA, INSTRUMENTO SEM CORREIA),

12. GARGANTA FECHADA,

13.  LÍNGUA EM POSIÇÃO QUE NÃO FAVOREÇA,

14. AR/SOPRO MAL DIRECIONADO   e etc...  

                     
São muitos os fatores que podem impedir alcançar essas notas...                        
Nosso irmão Fernando citou um dos principais fatores que impedem tocar tais notas nesta região:

                       
"Temos a tendência de relaxarmos muito a embocadura nos graves, e a medida que progredimos nas notas mais agudas, tensionamos a musculatura.
Inclusive nas mãos, percebo músicos esmagando as chaves.
Creio que um bom exercício seria o controle da embocadura, faço isso trabalhando intervalos, vou aumentando o intervalo, sem mudar a expressão facial, e a pressão das mâos no instrumento."    

                   
Esse estudo citado pelo irmão Fernando, é interessante e muito eficaz, desde que seus graves estejam resolvidos, caso contrário, é como tentar construir uma parede reta em cima de um baldrame/alicerce torto/mal feito, IMPOSSÍVEL.  

                     
Diante dessas inúmeras possibilidades causadoras do NÃO CONSEGUIR TOCAR NO REGISTRO AGUDO,  temos uma grande dificuldade para afirmar algo, pode ser qualquer uma dessas possibilidades, duas das citadas, três ou todas juntas rsrsrs...                        
Para tal afirmação é necessário um estudo de caso, ou seja, pode ser de duas formas:                        
1. Aula individual com o professor/Instrutor observando todos os itens elencados e seguir por eliminação até identificação da causa..

2. Individualmente (mais difícil, mas, possível)  com o auxilio de um espelho observando cada item... 

                     
11 98276-5237: 

Eu tenho uma dúvida. Quando eu toco as notas graves meu maxilar fica em uma posição e conforme vou subindo na escala, ele vai se deslocando e começo com a embocadura mais relaxada mas quando chego nos superagufos ela está mais tensa. Eu até consigo tocar as notas agudas,as é normal esse deslocamento do maxilar e pressão conforme subo na escala?  

                     
José de Carvalho:

TOTALMENTE ERRADA para a música de Concerto/Sacra/Erudita. Diria até mesmo, também errada  para a música popular, tendo em vista que não há necessidade de mexer a Mandíbula/Maxilar  ou qualquer outro tipo de malabarismo em detrimento de uma determinada região da tessitura do saxofone. Porém é bastante comum no meio popular vermos este tipo de Malabarismo...

                       
11 98276-5237: 

As vezes é até inconsciente, vou me policiar, mas em alguns casos só assim pra cromática sair...  

                     
José de Carvalho:

Esse Malabarismo é o gerador do efeito "Quaeim"/Band/Portamento....                        
INFELIZMENTE ainda muito comum entre nossos irmãos...  

                     
11 98276-5237: 

Entendi. Qual a sugestão para minimizar e acabar com isso?  

                     
José de Carvalho: 

Além de proporcionar desequilíbrio no timbre e instabilidade na afinação

                        
11 98276-5237: 

Eu achava que era apenas uma adaptação da nossa embocadura à altura das notas.... bom.saber....                        
Eu não desloco na mesma nota e sim conforme vai subindo ou descendo.    

                   
José de Carvalho:

Pois éh meu nobre, muitos irmãos erroneamente acham isso...Por isso é tão difícil timbrar, equalizar, afinar com os saxofonistas que assim tocam...                        
11 98276-5237: 

O correto então seria achar um meio termo na embocadura e trabalhar em cima disso, evitando desloca-lo?  

                     
Gabriel Demarchi:
  

Eu sou um destes que sempre fez assim... Como eu disse anteriormente:minha região é muito pobre nesta parte técnica...  

                     
José de Carvalho: 

Infelizmente, o meio termo seria um paliativo....Quando isso ocorre é porque na base da Técnica (Embocadura, Respiração, Sopro, Articulação) existem lacunas...Neste caso aconselhamos sempre recomeçar ao invés de tentar remendar...Voltar la na base, começar primeiro somente com respiração, depois embocadura na frente do espelho (sem a boquilha), depois com a boquilha e tudel somente (sempre se olhando no espelho), depois com instrumento fazendo o trabalho de BASE com estudo de NOTAS LONGAS com AFINADOR, METRÔNOMO se olhando no ESPELHO - SEMPRE...

​

José de Carvalho: 

Caros, com relação a perca da afinação nos agudos, o saxofone SOPRANO talvez seja o que mais apareça pelo fato de ser mais agudo e também por fazer a parte do soprano (canto da irmandade)...    

Fato que o coloca em evidencia se comparado aos demais saxofones, alto e tenor. No entanto, esse problema não é somente do soprano, o alto também desafina muito nas notas com registro...    

                   
Caros, falando de uma maneira bem didática, prática e objetiva, um dos principais fatores se deve ao fator "tensão". Quando se vai para o registro agudo tensiona-se demais a mandíbula contra o maxilar, ou seja apertamos mais do que o necessário os lábios estrangulando a palheta. O cérebro entende que precisa apertar os lábios para extrair os sons mais agudos, manda os comandos e o corpo executa os comandos do cérebro...Fato que se repete nos registros graves, só que de maneira oposta....Quando se desce para o registro grave, tem-se a ideia de que precisa relaxar a embocadura. Inconscientemente é o que muita gente faz, relaxa a embocadura, muitos até movimentam a mandíbula para trás, causando efeitos colaterais como Sub Tono e abaixando a afinação, além do proporcionar um som arejado, com aspecto de som sujo....

                       
Para controlar esse "fenômeno"  existem alguns exercícios ao qual aconselho sempre fazer acompanhado de um professor, porém na ausência, pode-se fazer observando no espelho na medida do possível...  

                     
Existe uma máxima do qual faço coro que é o seguinte, muita gente já ouviu...    

                   
"Para se obter um bom SOM AGUDO, equilibrado, afinado e com bastante harmônico é preciso ter um bom SOM GRAVE"                        
 Acreditem, é verdade !!!                        
Como assim ?                        
Aí vão os exercícios:                        
Só pra lembrar, antes de fazer estes exercícios, averigue primeiro se estes outros requisitos estão em ordem:

​

1. EMBOCADURA INCORRETA (TENSIONADA DEMAIS OU MUITO RELAXADA),

2. RESPIRAÇÃO INCORRETA,

3. BOQUILHA EM DISPARIDADE COM MARCA/MODELO/NUMERO DE PALHETA,

4. PALHETA VELHA,

5. PALHETA MOLE DEMAIS,

6. PALHETA MUITO DURA,

7. BOQUILHA DE MÁ QUALIDADE,

8. ESTRANGULAMENTO DA PALHETA (APERTAR DEMASIADAMENTE A EMBOCADURA NA REGIÃO AGUDA),

9. FALTA DE ESTUDO,

10. ESTUDANDO  DE FORMA ERRADA,

11. INSTRUMENTO FORA DA POSIÇÃO (CORREIA ALTA OU BAIXA DEMAIS, INSTRUMENTO EM CIMA DA PERNA, INSTRUMENTO SEM CORREIA),

12. GARGANTA FECHADA,

13.  LÍNGUA EM POSIÇÃO QUE NÃO FAVOREÇA,

14. AR/SOPRO MAL DIRECIONADO   e etc...  

​

Gabriel Demarchi: 

Perdoe o corte o que seria um som agudo e com bstt harmônico?                        

​

José de Carvalho: 

Lição de casa (rsrs): Pesquisa no Google, o que é Serie Harmônica e Sons Harmônicos...  

                     
José de Carvalho:  

Se estes itens estiverem em ordem e você ou o aluno  ainda estiver com problema de afinação nos agudos (afinação alta) existem alguns exercícios, porém vou destacar dois:  

1º : Tocar a nota Dó grave SOM REAL (quem não souber ou entrou no grupo depois, pesquisem no site CCB-ERUDITO no Tema: REGISTRO GRAVE). Ao tocar procurar observar como é o formato interno da boca, posição da língua, abertura da garganta e direcionamento do ar. E em seguida tentar tocar a mesma nota uma oitava acima com o mesmo formato, e sucessivamente até alcançar a nota mais aguda do saxofone (Fá#). Acompanhado de um afinador, sempre observando....Repetir varias vezes no formato de exercícios diários...

 

Quando for aluno iniciante, observar estes itens desde as primeiras notas, isso fará com que ele já desde o inicio toque observando a afinação, não alterando mandíbula, não apertando os lábios demasiadamente em detrimento das notas agudas...

                       
Gabriel Demarchi:
  

Como seria este com o mesmo formato irmão José?

​

José de Carvalho:  

O Formato que vc observou...ao tirar a nota grave, com SOM REAL, SOM PURO, SEM MODIFICAÇÃO.

                       
2 º EXEMPLO DE EXERCÍCIO                        

Gabriel Demarchi: 

Certo e o próximo dó já é na digitação dele mesmo né? Não harmonizando?  

                     
José de Carvalho: 

Tocar uma oitava acima com a digitação correta, sem harmônico. Todas as notas com a notação convencional...  

                     
Gabriel Demarchi:
 

Aqui que mora o perigo: consigo fazer este exercício Até o 8° compasso tranquilo... Meu problema é pegar no ataque (se é que pode se chamar assim) aquele Mi da 3a linha suplementar superior  

                     
José de Carvalho: 

Forma de estudo: Observem que a nota de cima possui uma fonte menor...

 A proposta deste exercício é tocar a nota com o registro, por exemplo, no caso, a primeira nota do exercício (Ré 4º linha) e tentar fazer soar uma oitava abaixo com o registro apertado, apenas distensionando a embocadura, sem mexer a mandíbula...                                                                              A ideia não é som bonito, é conseguir fazer soar a nota com registro apertado uma oitava abaixo....    

 Articula-se somente a primeira (fonte pequena) a outra nota uma oitava abaixo é ligada, ou seja, mesmo sopro e sem articular...                                                            
Gabriel Demarchi:
 

Esta foi a minha dúvida primária                        
Eu só consigo tirar a partir do mi agudissimo se for levando ligadoa partir do ré e cromaticamente                        
Ré, ré#, mi, fá e fá#                        
Pra eu pegar direto no mi não sai

​

Marcelo Cunha: 

Vou contar minha experiência com as notas agudas:

- só consegui dominá-las depois de corrigir minha embocadura: apoio do sax nos dentes superiores, relaxamento do labio inferior e não virar muito o labio inferior para dentro. Não encosto na palheta a pele branca, apenas a pele do lábio inferior e ainda assim, não é qualquer parte do labio inferior, mas encosto na palheta o músculo que movimenta o labio (apalpando com a pontinha do dedo, vc sente esse músculo como uma "cinta" dentro do lábio). 

- para as notas agudas não ficarem estridentes, para o sax não gritar, faço um trabalho de câmara interna da boca e garganta, ou seja, toco com a lingua bem pra baixo e a garganta aberta, como se estivesse pronunciando um ÔÔÔÔ ao soprar                        
- é imprescindível também a respiração correta, ar vindo "da barriga". Se sentir que o ar está vindo do peito, dos pulmões ou que está sendo controlado no peito, essas notas saem espremidas, pequenas ou nem saem

​

Eudes:

Caros:                        
Quando toca-se na região aguda do saxofone, acima da nota Re (quarta linha da pentagrama) há uma tendencia para que a afinação fique alta, muito alta, super alta...  

Isso ocorre pq tensionamos demasiadamente a embocadura. Conforme prometi gravei um pequeno vídeo exemplificando a forma de estudo do segundo exercício que mencionei na segunda feira para distensionamento/relaxamento da embocadura nas notas agudas,. Vale lembrar que não não pode mexer a mandíbula para trás como muitos fazem para tirar as notas graves...A embocadura permanece, o exercício é diminuir a pressão da mandíbula contra o maxilar, a musculatura da embocadura permanece conforme preconização tendo como referencia a Escola francesa de saxofone voltado a música de concerto.

Forma de estudo:

Eudes:

Observem que a nota de cima possui uma fonte menor...    

 A proposta deste exercício é tocar a nota com o registro, por exemplo, no caso, a primeira nota do exercício (Ré 4º linha) e tentar fazer soar uma oitava abaixo com o registro apertado, apenas distensionando a embocadura, sem mexer a mandíbula...                                                                              A ideia não é som bonito, é conseguir fazer soar a nota com registro apertado uma oitava abaixo....                        Articula-se somente a primeira (fonte pequena) a outra nota uma oitava abaixo é ligada, ou seja, mesmo sopro e sem articular...                        
 

Exemplo:                        

Raphael:

Este exercício tem na apostila usada na RT né irmão Carvalho
Lembro deste exercício na RT em Sta Isabel    

                   
José de Carvalho: 

Sim....

​

Se o aluno estiver com outros problemas, não é aconselhado este tipo de exercício...                        
Antes de praticar é necessário fazer um pente fino com as seguintes perguntas    

1. EMBOCADURA INCORRETA (TENSIONADA DEMAIS OU MUITO RELAXADA),

2. RESPIRAÇÃO INCORRETA,

3. BOQUILHA EM DISPARIDADE COM MARCA/MODELO/NUMERO DE PALHETA,

4. PALHETA VELHA,

5. PALHETA MOLE DEMAIS,

6. PALHETA MUITO DURA,

7. BOQUILHA DE MÁ QUALIDADE,

8. ESTRANGULAMENTO DA PALHETA (APERTAR DEMASIADAMENTE A EMBOCADURA NA REGIÃO AGUDA),

9. FALTA DE ESTUDO,

10. ESTUDANDO  DE FORMA ERRADA,

11. INSTRUMENTO FORA DA POSIÇÃO (CORREIA ALTA OU BAIXA DEMAIS, INSTRUMENTO EM CIMA DA PERNA, INSTRUMENTO SEM CORREIA),

12. GARGANTA FECHADA,

13.  LÍNGUA EM POSIÇÃO QUE NÃO FAVOREÇA,

14. AR/SOPRO MAL DIRECIONADO   e etc...  

 
Paolo Troni:

Nunca me passou pela cabeça um exercício assim, nem sabia que isso era possível                        
Isso deve ajudar a aprender a tocar com Instrumento com vazamento também 

​

O ponto 9 e 10 dessa lista, no 99% dos casos tem a ver...

​

José de Carvalho:

Irmão Paolo, ha alguns anos fiz um master classe com um professor argentino e ele notou que os meus agudos eram muito altos...Ele notou que minha embocadura nos agudos era muito tensa, foi então que conheci estes exercícios...me ajudaram muito. Hoje ainda pelejo com a afinação nos agudos mas já estão muito mais afinados que alguns anos...  

                     
Paolo Troni:

Ainda que realmente é um pouco engraçado, me parece um ótimo exercício mesmo, já que uma das grandes dificuldades dos instrumentos de sopro é ligar as notas do agudo ao grave                        
Mas nunca nem me passou pela mente fazer isso...o contrário sim, tocar o agudo sem pressionar a chave de oitava. Vou tentar fazer isso pra ver no que dá                     
Pronto...tenho uns alunos que esquecem a chave de oitava, ou se confundem com os sustenido e aperta ela quando não deve (com os consequentes apitos). Já não tem mais desculpa pra eles...da pra tocar grave com chave de oitava  

                     
José de Carvalho:

É um exercício excelente, a ideia é justamente trabalhar o contrário...não apertar tanto a embocadura nos agudos...A maioria dos instrumentos de palheta tem essa tendencia de afinação alta pelo fato de apertar demais a embocadura...  

                     
Gabriel Demarchi:

O negócio de tocar na frente do espelho eu vou te contar uma coisa viu... Grande luz dada para o irmão José Carvalho nos dar esse Conselho...É simplesmente fantástico! Quem não fez ainda... corre lá que é um excelente método  

                     
José de Carvalho:

Não mencionei a máscara facial (toda a musculatura que envolve a EMBOCADURA...), é importante observar no espelho também...

​

Gabriel Demarchi:

Irmão José to apanhando aqui mas as 4 primeiras eu acho que tão saindo... Só queria que o irmão desse uma avaliada se está correto ou se estou mexendo o maxilar... Para eu continuar estudando...

Gabriel Demarchi:

Agora o lá, si, dó que a sapatilha do tudel abre... aí eu apanho mesmo                       
Do ré agudo pra cima vai bem mas acho que aí já é a dificuldade de tirar elas no agudo mesmo por isso saem com mais facilidade

José de Carvalho:

Parabéns !
Tá no caminho Ir. Gabriel
Observação:
1. Está mexendo a mandíbula pra frente, pouco mas está. Não deve mexer...
2. Tente esticar mais a musculatura de sua EMBOCADURA....
Conforme as imagens que postei...

​

Gabriel Demarchi:

Como seria esse esticar a musculatura meu caro?  

                     
José de Carvalho:

Observe as imagens e compare com a sua EMBOCADURA...      

                 
Raphael:

Irmão Carvalho 
Sib grave
Campo harmônico 
Sib, depois sib médio, ré,fá, sib,ré, sib (fora dá tessitura)
É recomendado este exercício  ?                        
Esses harmônicos na embocadura 
Como que funciona?                        
Tenho esta dúvida      

                 
José de Carvalho:

Na região  as posições alternativas  são: Mi, Fá e Fá# frontal...

Posições alternativas - Mi, Fá e Fá#    

                   
Terceira linha suplementar superior (Mi) e quarto espaço espaço suplementar superior      

                 
Geralmente o problema está nas notas Mi e Re principalmente, porém todas as notas agudas precisam ser policiadas....é fato. (Mi e Re respectivamente, quarta linha e quarto espaço da pentagrama)

O saxofone é um instrumento que nos dá essa possibilidade de fazer o estudo dos harmônicos porém, deve ser feito com acompanhamento de um BOM professor...O estudo se resume em tocar a série harmônica a partir de uma nota grave do saxofone, é possível alcançar até o 5º/6º harmônico dependendo da nota...                        
É um estudo de nível avançado, para esse estudo, deve-se estar com todos os fundamentos bem resolvidos, e, mesmo assim ainda corre o risco de desregular a embocadura se não tiver uma boa orientação...Chamamos isso de MACHUCAR A TÉCNICA.      

           
Os saxofones vintages não possuem a chave do Fa# agudo, essa é a alternativa para esses instrumentos...

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